Imprensa

26 jul 2019
Planos de saúde coletivos têm reajuste maior do que para os individuais

Planos de saúde coletivos têm reajuste maior do que para os individuais

Jornal Correio Braziliense, 26/07/2019

Os planos de saúde coletivos, que representam mais de 80% do mercado de saúde suplementar no país, tiveram reajuste até três vezes maior que o definido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para os individuais, de 7,35%. Os contratos empresariais ou por adesão anunciaram alta de até 20%. Essa modalidade possui mais de 38 milhões usuários no Brasil.
De acordo com o advogado especialista em planos de saúde Rodrigo Araújo, o problema da regulação é a falta de fiscalização e de transparência nos gastos das empresas. “O cálculo dos custos é realizado a partir de um relatório da própria operadora. Mas quem garante que os dados são verdadeiros? Não é realizada auditoria ou prestação de contas por parte das operadoras”, explicou.
Segundo ele, há uma segunda questão problemática: “A operadora repassa para o consumidor 100% dos custos que tem. É o único segmento de empresas no país que transfere os riscos da atividade empresarial para os clientes”, argumentou. Na visão de Araújo, o índice de reajuste dos planos de saúde é muito alto quando comparado com a inflação.
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Em nota, a ANS explicou que estabelece o índice máximo que deve ser aplicado aos planos individuais/familiares e monitora os percentuais anuais cobrados pelas operadoras em contratos coletivos.
Leia a íntegra da reportagem no site do Correio Braziliense