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Sofosbuvir (Sovaldi®) e simeprevir (Olysio®) – A cura da Hepatite C.

29 de dezembro de 2014

Por Rodrigo Araújo

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Apesar do alto custo, já existe esperança. Esses medicamentos ainda não estão aprovados para comercialização no Brasil, mas se o seu médico lhe prescreveu essa terapia como a melhor – ou única – alternativa de cura, seu plano de saúde tem o dever de lhe propiciar o tratamento e, se você não tem plano de saúde, saiba que a saúde é um direito do paciente e dever do Estado, que deve lhe garantir acesso ao tratamento adequado, ainda que através de uma ação judicial.

Saúde é o primeiro e mais importante índice para se aferir a qualidade de vida. Quem nunca ouviu a frase: “O importante é ter saúde”? Não se pode, obviamente, desconsiderar outros importantes fatores, tais como educação, lazer, cultura, rendimento, trabalho, entre tantos outros. Todavia, é preciso ter saúde para maximizar os resultados e oportunidades que a vida oferece.

Muitos são os desafios da medicina. Esperamos, ansiosos, pela notícia da cura do câncer e da cura da AIDS, mas esquecemos, muitas vezes, de tantas outras doenças que não têm cura ou que são muito difíceis de tratar, como, por exemplo, a Hepatite C. Melhor esclarecendo, a Hepatite C é uma doença infectocontagiosa que acomete o fígado. O vírus da hepatite C (HCV) é hoje a maior causa de hepatite crônica no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 170 milhões de pessoas estão cronicamente infectadas pelo HCV e mais de 350.000 pessoas morrem todos os anos de complicações hepáticas relacionadas à doença. No Brasil, perto de três milhões de pessoas têm sorologia positiva para HCV.(i)

A doença é silenciosa e, raramente, causa sintomas. Por isso a maioria dos portadores do HCV não sabem que estão contaminados. Cerca de 90% das pessoas infectadas não eliminam o vírus e se tornam cronicamente infectadas, sendo que, aproximadamente, 20% delas irão desenvolver cirrose e, destas, 25% podem progredir para câncer de fígado.
 
O tratamento habitual da hepatite C é feito com uma combinação de interferon peguilado e ribavirina, mas esse tratamento apresenta muitos efeitos colaterais, sobretudo em razão do interferon. Cefaleia, febre, dores musculares, cansaço, perda de apetite, perda de peso, prurido, depressão, anemia, queda de glóbulos brancos e de plaquetas são os efeitos mais comuns e, muitas vezes, são a causa da interrupção ou suspensão da terapia.
 
O problema, entretanto, não é apenas a gravidade dos efeitos colaterais. Muitos pacientes que se submetem a esse tratamento não alcançam bons resultados. Somente 40-50% dos pacientes tratados atingem a cura ou resposta virológica sustentada, que seria a não detecção do vírus após 12 semanas do término do tratamento.

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Por esse motivo, o sofosbuvir (Sovaldi®) e simeprevir (Olysio®) são a grande esperança dos portadores de Hepatite C. Os medicamentos são de uso oral e o tratamento tem expectativa de duração de apenas 12 semanas, com efeitos colaterais muito menores quando comparados ao tratamento com uso do interferon e com resposta de cura superior a 90%. Esses medicamentos, entretanto, ainda não estão disponíveis para comercialização no Brasil e a única forma de ter acesso a eles é através de uma ação judicial.

A Araújo, Conforti e Jonhsson Advogados Associados auxiliou muitos portadores de hepatite C a terem acesso a esses medicamentos e, desde o começo deste ano, temos empenhado esforços para levar essa informação ao conhecimento de todos os interessados.

Leia mais sobre esse assunto em http://www.acjadvocacia.com.br/imprensa/440-o-preco-da-cura-da-hepatite-c

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(i)http://www.hepato.com/p_otimismo/015_otimismo_port.php